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Um magnifico texto de Paulo Coelho, que nos faz pensar, quais os valores mais importantes na Vida e quiçá para além da mesma. Um deles, sem dúvida, será sempre a... Amizade !!

Sexta-feira, 14.08.20



"" Um homem, o seu cavalo e o seu cão, seguiam o seu caminho. Ao passar perto de uma grande árvore, caiu um raio e os três morreram fulminados.
O homem porém, não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo e prosseguiu com os seus dois animais. (Ás vezes há um certo tempo antes de se tomar consciência dessa nova condição).
O caminho era muito comprido e, pela colina acima, o sol estava muito abrasador. Os caminhantes já andavam muito suados e cheios de sede.
Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore que conduzia a uma praça pavimentada e com portais de ouro a circundá-la.
O caminhante dirigiu-se ao cavalheiro que guardava a entrada e travou com ele o seguinte diálogo.
Bons dias diz o caminhante - bons dias respondeu o guardião.
Como se chama este lugar tão bonito? - aqui é o Céu.
Que bom termos chegado ao Céu, estamos a morrer de sede.
Pode entrar e beber a água que quiser - disse o guardião, indicando a fonte.
Mas o meu cavalo e o cão também têm sede. - Sinto muito retorquiu o guardião, mas aqui não é permitida a entrada a animais.
O homem levantou-se com grande desgosto, visto que sentia muita sede mas não queria beber sozinho, deixando os seus animais.
Depois de caminhar bastante tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a outro sitio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra, ladeado de árvores.
À sombra de uma árvore estava deitado um homem com a cabeça tapada por um chapéu. Provavelmente dormia.
Bons dias, saudou o caminhante - o homem respondeu com um aceno.
Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e eu.
Está uma fonte ali mais à frente no meio de umas rochas - disse o homem, apontando na direcção do lugar. Podeis beber toda a água que quiserdes.
O caminhante, o cavalo e o cão, foram até à fonte e mataram a sede. Depois voltaram para trás para agradecer ao homem.
Podeis voltar sempre que quiserdes - respondeu este.
A propósito como se chama este lugar, perguntou o caminhante.
Céu! responde o homem.
O Céu ? mas o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu.
Ali não é o Céu, é o Inferno contradisse o homem do chapéu.
O caminhante ficou perplexo e disse:
Deviam de proibir que utilizem o vosso nome. Essa informação falsa, deve provocar grandes confusões, advertiu o caminhante.
De modo algum! - respondeu o guardião. - Fazem-nos até um grande favor, porque ficam lá retidos, todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.""


Nota pessoal _ Os amigos nunca se abandonam, sejam Humanos ou quaisquer outros Seres Viventes.

®M.Cabral

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publicado por Maroussia às 01:25

Uma narrativa por dia... !!

Segunda-feira, 10.08.20

um-desenho-da-mão-de-uma-mãe-nova-com-seu-filho-desenho by net 
                                Narrativa do Dia -  " Uma Lição de Vida...!! "

Do portal da minha casa, avistei ainda ao longe, duas crianças. Uma delas talvez com os seus quinze anos, a outra de tenra idade.
À medida que se iam aproximando, apercebi-me que a mais crescidinha deu uma palmada na mais pequenina.

Como adoro crianças e achei um pouco imatura aquela palmada, dada talvez impulsivamente, dirigi-me à rapariga e disse-lhe em tom maternal, que não devia de bater assim no irmãozinho, pois que ainda era pequenino.

Educadamente, talvez por reconhecer que a minha intromissão não era de censura maldosa, mas mais de conselho e experiência, respondeu-me sorrindo. Este menino não é meu irmão, é sim meu filho e, pode crer que é aquilo que eu mais adoro na vida.

Um pouco apanhada de surpresa, pedi-lhe desculpa e ainda intrigada atrevi-me a perguntar-lhe quantos anos tinha. Disse-me com um ar de mulherzinha, já tenho dezassete anos, embora pareça ser mais nova.
Encetámos conversa, onde comentei que ela tinha sido mãe muito cedo e, por curiosidade perguntei que idade tinha o namorado.

O seu rosto de criança, feita mulher à pressa, entristeceu um pouco mas respondeu-me com veemência: não tenho namorado, este menino é só e apenas meu.
Perguntei então, antevendo a resposta, se o pai da criança não tinha meios económicos para compartilhar no seu sustento.
Neste entretanto, fiz-lhe um convite para um café que ela aceitou e começámos a conversar, como se fossemos amigas de longa data.
Talvez por carência afectiva ou necessidade de desabafar, relatou-me então a sua história.
Engravidou aos catorze anos de um homem casado que tão covardemente não quis assumir o acto que impunemente tinha feito, antes pelo contrário, tentou aliciá-la para que fizesse um aborto, mas ela criança (mulher), recusou com todas as forças de quem já se sentia mãe. A partir daquele momento nunca mais quis ver aquele monstro em formato de homem.
Recorreu-se dos pais, julgando encontrar neles a força e apoio, para os momentos duros que se anteviam.

Mas, nem aí a sorte lhe foi favorável, pois ao contrário do que ela pensava, aqueles pais tinham um cérebro onde imperava a estupidez e o desamor, e o desenlace deu-se, com a sua expulsão de casa.

Encontrou refúgio em casa de uma senhora idosa, sua amiga que, para além de a acolher ainda lhe arranjou emprego, pelo que dá graças a Deus por aquela amizade que, todavia se completa pela necessidade que têm uma da outra.

Nasceu o menino e foi uma felicidade para ambas e aquela criança tem o amor de duas pessoas maravilhosas, o da mãe e o da "vovó", que é assim que o menino chama a "velha" senhora.

Comovida, pois também sou mãe, disse-lhe que lamentava que uma pessoa  doce e tão jovem,  fosse assim precocemente infeliz.
De imediato me respondeu que, de infeliz não tinha nada, antes pelo contrário, pois tinha saúde, juventude, um tecto para morar, emprego e a maior razão de viver que era aquele filho que tanto amava. Tinha portanto a maior felicidade do Mundo.

Coloquei-me ao seu dispor, para sempre que precisasse de algo ou simplesmente de um ombro amigo e, seguimos os nossos caminhos.

Ao regressar a casa, pensava comigo mesma. Como há gente tão mesquinha, que se julga infeliz só porque não pode comprar um vestido novo ou o carro do ano.

Pobres patetas, os que não vêm que a verdadeira felicidade está, em nos contentarmos com as pequenas mas importantes, coisas da vida, tais como, um emprego, saúde, um tecto para morar, a amizade de alguém e sem dúvida o mais importante, um filho.

Ninharias... pensarão os que não compreendem o sentido desta lição de vida, que nos é dada por uma criança, feita mulher !!

autoria de__ M.Cabral_pt®

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publicado por Maroussia às 00:25

Tudo o que escrevo, para mim é "importante", pese embora o facto, de poder ser completamente "desinteressante", para outrem, algo que entendo muito bem... posto este pequeno texto, que encontrei na "caixinha das memórias" e que vincula a Amizade...!!

Quinta-feira, 23.07.20

margarida.jpg

" Margarida " 

Margarida nome de flor campestre
que brota dos campos sem cuidados
mulher de fibra criada no agreste
Alentejo, que dá rebentos tão amados

Carismática, nos seus sentimentos
de amor, carinho, ternura e de paz
vai pela vida tropeçando nos lamentos
pois alguns desgostos a vida lhe traz

Mas se hoje cai, amanha se levantará
disso não haja a mínima duvida sequer
porque jamais coragem alguém terá
para derrubar esta força de Mulher

Por isso Margarida nome de Flor
Deus... de ti, Ele sempre cuidará
porque quem vive sempre dando amor
só mais amor… Dele, receberá  !!

* nota: Texto escrito para Margarida Camacho, pelo seu aniversário em 31/12/09 (o tempo passa num átimo) 

®M.Cabral

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publicado por Maroussia às 10:54

O tempo passa, a distância separa, mas... os " elos " de uma Amizade sentida, mantém-se unidos. Há uns bons anos atrás, escrevi este texto para alguém muito especial, uma verdadeira "guerreira". Hoje, "escolhi" publicá-lo, sem porquês...!!

Segunda-feira, 20.07.20

natriz.jpg

" Matriz Humana "

Este é um poema de análise avalizada
e embora tudo faça para ser muito forte,
a pessoa em questão tem sido fragilizada
mas é com orgulho que mantém o seu porte.

Ao carácter humano chama-se personalidade,
ousado, introvertido ou até mesmo irreverente,
o importante é que a sua "matriz" seja a verdade,
honestidade e frontalidade, sempre presente.

Carisma, sobriedade e alguma tolerância
tudo adjudicado a uma dose de coragem,
isenta de inveja, maus fluidos ou ganância,
são sentimentos, que marcam a sua imagem.

Sofredora, por vezes carrega nos ombros
o sofrimento alheio e o seu interiormente,
capaz, inteligentemente se ergue dos tombos
que a vida lhe rasteira constantemente.

Responsável, por vezes até em demasia
tudo quer resolver e encontrar a solução,
e assim vai ficando a sua vida mais vazia
porque ficam barreiras no seu coração.

Não por frivolidade nem sequer desamor
porque é carinhosa, meiga e sensível,
e quem lhe conseguir incutir o “ardor”
conseguirá olhar uma mulher com nível.

É este o retrato bastante sintetizado
de Alguém que eu prezo e considero,
espero não ter feito juízo precipitado
e que seja sentido, como um aval sincero.

Nota: Preservo o nome da pessoa em questão, por respeito e porque não a quero expor,  uma vez que os meus blogs são públicos. Afinal o que importa mesmo, é o conteúdo e intuito do texto. 

®M.Cabral

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publicado por Maroussia às 02:11

** Sou um solitário rio, correndo para você, que é "meu" mar...!! **

Sábado, 04.07.20

seaside-371229_960_720.jpgby internet

Impetuoso mas suave, queria você a me esperar.
Como a noite necessita, que o Sol a venha resgatar...

Seja irrealidade ou seja sonho.
Esta noite fechei os olhos, e fiquei a pensar.

Hoje o dia está cinza, e eu estou sozinho.
Buscando em suas palavras, uma gota de carinho.

A chuva que cai no telhado, depois corre pelas ruas.
Me alegram e me entristecem, como as palavras suas.

A minha alma e a sua, podem até se encontrar.
Em sonhos ou pensamentos, mas... não se podem amar.

Meu corpo deseja o seu e assim também, meu coração.

Pobres são de sentimentos, quem desconhece a própria razão...
Ao desprezar os próprios desejos, de não terem atenção.

Seu amor já é de alguém. Por isso sei que tem de relutar...
Assim permanecerá esta história... Do rio que corre para o mar.

Pudessem os dois juntar-se
E ninguém os iria separar...!!

Texto (c) L. Carlos_Br. 2020

PS: Grata meu querido amigo, pelo lindo texto ao qual, limito-me a colocar-lhe uma imagem ...!!

c) M. Cabral


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