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MAROUSSIA

Um pouco de mim... Sobre o que sinto, ouço, escrevo e gosto !!

MAROUSSIA

Um pouco de mim... Sobre o que sinto, ouço, escrevo e gosto !!

13.02.21

Há beira de um "ataque" de nervos... quando o - insonorizado - silêncio, se torna "terrivelmente", ensurdecedor !!


Maroussia

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Neste silencio torturante
ouço os gritos dos "sofredores",

Berros, ais, em tom suplicante
que resultam de enormes temores

Tapo os ouvidos e cerro os olhos
mas neste silencio que me tortura,

A minha mente flutua pelos escolhos,
da miséria, do caos, do "nada", que perdura

Calem-se os arautos da desgraça
que anunciam uma "morte" antecipada

Porque no pânico, a vontade já é escassa
no infortúnio, a "força" já está esgotada.

Calem-se os gritos que me atormentam
num silêncio que me deixa com receio

Não de um "vírus", mas dos afins que atentam,
a minha sanidade mental, quase por inteiro.

Olhando a rua, da parte de cá da vidraça
onde nem uma vivalma por lá passa,

Numa agoniante e infrutífera procura
Sinto medo, de um "rasgo" de ... Loucura !!

®Maria Cabral

15.10.20

100 anos ou eternamente ?? A existirem "Ídolos", deixo aqui uma das minhas "referências"... !!


Maroussia

 
Irreverencia, Humildade, Fama,  Infelicidade  (teve tudo e... também, nada). Idolatrada, amada por muitos, odiada por alguns mas,  pergunto-me... o Amor porque tanto ansiava e tantas vezes procurado, será que o conheceu e "viveu",  como gostaria?  

Neste Fado, quiçá, esteja a resposta...!!
 

Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.
De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.
Ó céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.
E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.

Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.
Ai solidão
De quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!

Adeus!
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.
Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura.

 
Nota pessoal:  Existe muito para se entender neste "Grito da Alma"...!!

®M.Cabral 
 

09.10.20

Haja Esperança, mas sem nos iludirmos, pelas (in)certezas com que somos "metralhados". Como pode haver uma 2ª vaga, quando a 1ª nunca findou ? Isto não é uma Novela para ter temporadas. A realidade é "uma" Pandemia contínua, sem fim previsível.


Maroussia

 
imagem by net
                                                                 - - 
 
Já começa a "irritar-me" solenemente, estar constantemente a ler e a ouvir a frase... "Vai ficar tudo bem", pese embora seja uma frase de Esperança, estamos a enganar-nos.

NÃO ... não vai ficar tudo bem. Nem está nem vai ficar, antes pelo contrário, tudo o que levou tantos anos a tentar equilibrar-se, neste País,  na Europa e um pouco por todo o Mundo, com imensos sacrifícios, de todos nós ... Economia, Finanças, Desemprego, Respeito, Saúde, tudo o que nos envolve Socialmente, está a desmoronar-se num ápice e em queda livre.

Um "virús" apareceu na China...Segundo algumas fontes (se fidedignas ou não, isso já me ultrapassa) parece que foi detectado em Agosto, depois em  Novembro já estava a fazer "estragos".
A primeira mulher infectada apareceu num mercado de rua em Dezembro, onde tudo o que se movimente a nível de "bichos", se vende e se come, mulher tal, que até hoje ainda não apareceu (estranho).
De uma pessoa, passou num curto prazo de dias a centenas e a milhares... alguma coisa falhou ?!  Responsáveis... precisam-se com urgência. Quem são e onde estão, é urgente apurar responsabilidades... mas tudo isso passou por uma "irrelevância" !!
Daí para cá, entra na Europa (sem visto, nem passaporte) com uma velocidade estrondosa e sem licença propaga-se por quase todo o Planeta. 
Acho que não vale a pena, fazer qualquer tipo de alusão aos estragos feitos por onde passou e continuamente passa, porque entretanto o conhecimento do sucedido, já estava a ficar globalizado, através de todo o tipo de notícias dos "mídia" de todos os países afectados e não só, bem como dos comunicados "informativos" a diário, das organizações de Saúde a nível Mundial.
A partir daí, tudo começa a colapsar, quer na Saúde, quer na Economia... que se espalha um pouco por todo o lado.
Para mim, ( mas quem sou eu, para ter a ousadia de tal pensamento), é um "prenúncio" da 3ª. Guerra Mundial, só que desta vez, o "sacana e covarde" inimigo, é invisível.
Como sempre nas Guerras "alguém" se aproveita ou seja... quem fabrica e fornece o "armamento" e seus afins... E mais não escrevo, porque a censura ainda existe e quem pensar o contrário, está muito enganado. Queria ser optimista e dizer ou escrever ... "vai ficar tudo bem" mas, a realidade obriga-me a dizer... NÃO !  Não vai ficar tudo bem, por estes anos mais próximos.

Esta minha "quase" certeza do que escrevo, se dúvidas tivesse, poderia ser "apoiada" na imagem (mesmo sendo uma montagem) abaixo postada, com palavras tão expressivas, de um médico do "Mundo", que perante o enorme sofrimento, seu e dos outros, sentindo-se impotente, pede ajuda Divina. É apenas um dos muitos "retratos" da dura realidade.

Se firo susceptibilidades, peço desculpa, mas é o meu modo de "encarar" o que vejo e sinto, com frontalidade. Deus permita que eu esteja enganada...!! 🙏

®M.Cabral 
 

07.08.20

Uma narrativa por dia... !!


Maroussia

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                Narrativa do Dia - Hoje... chorei (sem data, no tempo) !!

Há sempre aquele "tempo" certo para soltar emoções...eis que de repente, sinto uma enorme vontade de molhar os sulcos do meu rosto, com lágrimas sentidas e que... apetecem-me.
Durante uma parte da minha vida tentei ser o mais contida possível. Formal, correcta, simpática, educada, humana, compreensiva, arvorando os valores que fui absorvendo, como importantes para viver em "comunidade".
Não posso dizer que "engolia" sapos, até porque sempre soube dar o troco merecido, e embora "prestimosa", jamais usei de servilismo mas... engoli lágrimas de desanimo, desilusão e frustração ... Não daquela frustração, de querer e não ter, bens materiais ou status social ... mas a frustração da luta inglória por ideais marcantes, não só para mim, mas também para quem me rodeava.
Prisioneira do rótulo de mulher "forte", servi muitas vezes de muro, amparei quedas, fortifiquei laços, até tornei leve a "carga" alheia ... nada de que me arrependa mas... "sufoquei"  muitas lágrimas.

Hoje, vá lá "saber-se" o porquê chorei... e tão  simplesmente, porque me dei ao "prazer" de deixar molhar o meu rosto, de "verdades" esquecidas ou apagadas quiçá...! 
Curiosamente concluí, que de tudo, o que mais me havia esquecido, foi de mim mesma e por isso... Hoje chorei !!

autoria de__ M.Cabral_pt®

04.08.20

Uma Narrativa entre muitas...


Maroussia

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                         Narrativa do Dia - " Apenas mais um... entre tantos...!! "

Num final de um dia de trabalho, percorrendo as ruas da cidade e tentando encontrar o caminho mais fácil para fugir ao transito, na tentativa de chegar o mais rápido a casa, parei o carro num sinal vermelho e, num rompante quase abruptamente, vejo no vidro dianteiro, um pano sujo, manuseado por umas mãos ainda mais sujas.

Após duas fracas passagens pelo vidro, olho para um mão estendida, em silêncio, de alguém cambaleante. Ainda atónita, olhei para aquele rosto cadavérico, envelhecido, embora não passasse de um "menino".

Os olhos encovados e suplicantes, baços e sem brilho eram de uma profundidade tão penetrante, que quase me deixaram petrificada, e senti-me incapaz de dizer o que quer que fosse.

Balbuciou duas ou três palavras, para mim quase imperceptíveis, enquanto a sua mão continuava quase em súplica.

Um pouco mais refeita, lá consegui arranjar coragem para lhe perguntar se estava a sentir-se bem, que talvez tivesse fome, e se fosse esse o caso, eu iria dar-lhe de comer, que queria ajudá-lo, talvez até levá-lo a um hospital.
Respondeu-me tremulamente que se o quisesse realmente ajudar, lhe desse algum dinheiro, assim o ajudaria muito mais, pelo menos a morrer com menos dor.
Apercebendo-me do quadro que tinha na minha frente, tentei contra-pôr, que estava na vontade dele a decisão de voltar atrás que era muito jovem para se render assim tão facilmente.

Respondeu-me com algum tremor na voz, a morte não tem retorno e eu tenho a morte dentro de mim.

Compreendi, que nada do que eu dissesse ou fizesse iria demovê-lo. Impotente, dei-lhe o que ele queria, dinheiro. Sorriu-me, com um sorriso que mais parecia um esgar e afastou-se cabisbaixo, carregando em si o peso da desgraça e da morte anunciada.

Aquele quadro marcou-me profundamente. Fez crescer dentro de mim uma raiva e uma revolta tão grande que dura até hoje.

Quem manda, cruza os braços, não por impotência mas por cobardia. Afinal, o vil metal é o "chefe supremo" da Humanidade.

E assim se vão "engordando" bolsos ambiciosos, à custa da morte dos nossos filhos e, se fica impune.
O que me serve de consolo é que a justiça dos homens é cega mas, a Divina não perdoa e a Deus todos terão de prestar contas.

autoria de__ M.Cabral_pt®

19.07.20

Há momentos que nos arrebatam. Principalmente, a perda dos nossos Entes mais queridos e que "julgamos", serem eternos. Quando enfrentamos a dura realidade da "Lei" da Vida, é tão sofredor que a nossa fragilidade por vezes leva-nos a... vacilar !


Maroussia

girl-1822702_1280.jpgimagem by net

"Vacilando"

Está a anoitecer...
na minha frente o mar

Suas ondas,
em constante vaivém
convidam-me a divagar.

Anda vem…
corro para ele, o mar,
e sinto o meu corpo gelar

Murmuro-lhe baixinho
não sou capaz, tenho medo.

Nada temas
responde-me ele em segredo.

É por demais a tentação
e tento a aproximação.

Anda, vem, pouco há que te reste …

Neste vacilar, entre o ir e ficar
numa vida que talvez a pouco se preste…
venceu a sensatez e decidi "regressar".

Está a amanhecer...
e atrás de mim, o mar...!!


®M.Cabral

28.04.20

O valor das Palavras, é incomparavél, nada as substitui mas...Devem usar-se, com muito cuidado... !!


Maroussia

copia.jpgby net

"Palavras" 

Gosto de com as palavras brincar
de vê-las alinhadas e perfiladas,
usá-las, para com elas demonstrar
sentimentos ou outras razões faladas.

Escrevo com as palavras, poemas
falo com elas de amor e de paixão,
retrato assim variadíssimos temas
com palavras tento chegar à solução.

Em charadas ou em palavras cruzadas
brinco e jogo com elas alegremente,
leio nelas tantas coisas engraçadas
e outras que me perturbam a mente.

Palavras, parecem não ter importância
mas, com elas tudo se transmite,
algumas, são de grande relevância
outras, parecem “carregar” dinamite.

Palavras, de amor ou de carinho
sentidas com alguma intensidade,
umas, vão-se ficando pelo caminho
outras, duram uma eternidade.

Com palavras também podemos magoar
assim sendo, há que saber como as dizer,
porque se as soubermos bem utilizar,
podemos evitar a quem as ouve, o sofrer.

Aquelas que se prendem na garganta
que por vezes não queremos divulgar,
será que é pela amargura ser tanta
ou apenas, por nos querermos calar.

Não calem as palavras no coração
porque há sempre tanto para dizer,
não deixem os problemas sem solução
para depois não se virem a arrepender.

Escolham sempre as palavras adequadas
todos nós o deveríamos saber fazer,
não haveriam tantas almas torturadas
e das Palavras só retirávamos prazer !!

®M.Cabral

13.04.20

Relembrar os bons momentos... !!


Maroussia


É bom relembrar os momentos que já vivemos e nos deixam boas memórias... algum tempo de danças de salão vividos (quase) assim, mesmo passados tantos anos, ainda me emocionam.

Neste momento de "agonia" e total sofrimento, faz mais sentido, reviver o que de bom já vivemos, ajuda-nos a superar esta constante ansiedade que nos causa o medo da incerteza... afinal não há "alguém" que seja imune.  

Se puderem continuem em casa e proteja-se o mais possível... não se iludam, porque este "inimigo" é manhoso e covarde, não dá tréguas ao cuidado. 

®M.Cabral

03.04.20

Escrevi este texto poético, há uns bons anos mas, penso que retrata um pouco, este momento porque estamos a passar...!!


Maroussia

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“” PRISÃO SEM GRADES “”

Acorrentada a mim mesma, dou comigo a pensar, quanto é inexistente a palavra Liberdade.

Deixo o meu espírito vaguear pelo desejo ou ânsia dessa liberdade que, para nós é efémera e, de repente, sou…

Sou a ave que voa pelos espaços etéreos, até que a seu contento pouse em qualquer lugar.

Sou o peixe que nada nas profundezas do mar, intocável na sua fidelidade ás águas.

Sou a fera, nas selvas densas de árvores ou nas planícies descobertas e despovoadas.

Sou a chuva que cai do céu, ás vezes em terríveis temporais, outras, mansinha e suave, matando a sede à terra que dela se sustenta.

Sou o Sol que aquece o rico e o pobre, dá luz ao dia e alimenta quem dele necessita para sobreviver.

Sou a Lua que com o seu brilho sereno ilumina as noites escuras. A eterna companheira dos enamorados, que nela se espelham.

Sou a brisa do vento, que vai contando baixinho os seus segredos á mãe Natureza, dizendo que se acautele com as suas intempéries.

Sou... não, não sou.

A realidade regressa à minha mente de simples ser humano e...

Sou... isso sim, prisioneira, de uma prisão sem grades !!

®M.Cabral

12.02.20

Filhos da Guerra... Crianças feitas "grandes" à força, por gente sem escrúpulos... !!


Maroussia

guecri.jpgImagem by google

Fico horrorizada em frente à televisão, 
quando vejo imagens tão cruéis e reais,
a minha raiva sobrepõe-se à compaixão
pois são anti-humanas e tétricas demais.

Por mim “intitulados” Filhos da Guerra,
mas deviam chamar-se Filhos do Sub-Mundo
o ódio que sinto, é tanto que quase me "cega"
ao ver tantas crianças naquele quadro imundo.

Aquelas guerras, sem tréguas e sem sentidos
são tão incrédulas que nos parecem ficção,
quando vejo aqueles rostos já tão feridos
e de tão enfraquecidos, quase inertes, sem acção.

Corpos estropiados e famílias desmembradas
e todo este horror pela ganância do poder,
crianças que em vez de brincar são armadas
para matar e lutar em sofrimento, até morrer…

De fome se arrastam e vão caindo pelo chão
esfarrapados, despidos de cuidados, até á morte,
e pensar que é o Homem por desmedida ambição
que sem pudor vota seres humanos a tão má sorte.

Direitos Humanos, que palavras tão sem sentido
apregoados aos quatro ventos, pelos governantes,
que Direitos Humanos, tem todo o ser que é ferido
se nem para dizerem NÃO, lhes conferem atenuantes.

A minha dor e raiva são sentidas de maneira tal
de pertencer a uma “ raça humana” tão inculta,
que mil vezes preferia pertencer ao reino animal
pois a um irracional, não se pode imputar culpa !!

®M.Cabral