Não poderia ter escolhido um melhor "retrato" de mim, do que este belíssimo e notável poema do grande Escritor, poeta, compositor, crítico, e tanto mais que foi, Mário de Andrade. Entre tantas versões, escolhi esta pela sua excelente declamação, quer nos tempos de narração, quer na dicção bem audível. ®M.Cabral
Subscrever por e-mail
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
É tanta beleza contida neste pequeno "apontamento", onde o porte, a beleza e a perfeição do animal que amo de paixão, se enleia em excelentes imagens ao sabor da música, que me apeteceu partilhar convosco, este video (feito já há uns bons anos) idealizado por mim, logo de minha autoria.
_Rui_ Marcado fico de carmim, Pelos lábios de Maria, Paira o cheiro de Jasmim, Enlouqueço de Alegria. _Maria_ Não enlouqueças assim Por uma coisa tão pouca Se apenas basta o carmim, Até eu, vou ficar louca. _Rui_ São esses teus Olhos de Deus, Que tanto sonho em olhar, Sonhos teus toquem nos meus, Sério momento de abraçar _Maria_ Olhos de Deus só tu vês Fazem parte do meu "olhar" Nem pensei uma só vez Com eles fazer sonhar. _Rui_ Que esse dia chegue depressa De um livro editar" Serás Deusa é promessa, Em páginas que vou louvar. _Maria_ Mas que tamanha honraria Deusa...? não mereço tal. Sou apenas a Maria Mas te darei o meu aval ... ! _Rui_ No livro vai constar, Esta Poesia á capela, Vou ter de registrar, O que vejo da janela. _Maria_ Tu da janela, eu do varandim, Quiçá tal obra tenha sucesso Tudo começou pelo carmim Que de cor, passou a verso. _Rui_ Com a tua licença, Terei de copiar, É certo uma crença, Pois estou a amar. _Maria_ Licenciado já tu estás Pois foste quem encetou Por mim, já não volto atrás Quando aqui, já se chegou. _Rui_ Seguimos de verso em verso, Que bonita descrição, A medalha tem reverso, Escrita com prontidão. _Maria_ De verso em verso trocamos E sem grandes ambições Este "caminho" que andamos Ao sentir dos corações. _Rui_ Escrita por ti Maria, Não pela mãe de outrora, Palavras eu já dizia, Sem amor eu vou-me embora. _Maria_ Com tanta palavra sentida É pena ter de haver fim Porque colorimos a Vida Que ficou cor de ... Carmim ! _Rui_ Alguém grita olha o "clock", Era a voz do editor, Podem publicar no Blog, Chegou ao fim, sim Senhor !!
®M.Cabral ®Rui Sousa
_Nota de autores:_ Sem qualquer ponta de ambição que seja uma "poesia". É somente um "texto" em rimas (escrito a dois) e "fruto" de uma noite de "desafios" !!
Na Praça da Figueira, ou no Jardim da Estrela, num fogareiro aceso é que ele arde. Ao canto do Outono, à esquina do Inverno, o homem das castanhas é eterno. Não tem eira nem beira, nem guarida, e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida, e, se não mata a fome, mata o frio. Um carro que se empurra, um chapéu esburacado, no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado o homem que apregoa ao fim da tarde. Ao pé dum candeeiro acaba o dia, voz rouca com o travo da pobreza. Apregoa pedaços de alegria, e à noite vai dormir com a tristeza.
Quem quer quentes e boas, quentinhas? A estalarem cinzentas, na brasa. Quem quer quentes e boas, quentinhas? Quem compra leva mais calor p'ra casa.
A mágoa que transporta a miséria ambulante, passeia na cidade o dia inteiro. É como se empurrasse o Outono diante, é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado? Quem olha para o homem das castanhas? Nunca ninguém pensou que ali ao lado ardem no fogareiro dores tamanhas.
Quem quer quentes e boas, quentinhas? A estalarem cinzentas, na brasa. Quem quer quentes e boas, quentinhas? Quem compra leva mais amor p'ra casa.
Poema de José Carlos Ary dos Santos Música de Paulo de Carvalho
Vídeo carregado por Alberto João (Catujaleno/Zorate). __________________
Nota pessoal: Votos de um Feliz Dia de São Martinho mas... sejam comedidos, no comer e beber