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MAROUSSIA

Um pouco de mim... Sobre o que sinto, ouço, escrevo e gosto !!

MAROUSSIA

Um pouco de mim... Sobre o que sinto, ouço, escrevo e gosto !!

02.11.20

"retalhos"... uma "ponta" aqui outra ali, sem tempo, nem data !!


Maroussia

beijo.jpg

"   Amor sem data marcada

Desde que surgiste em minha vida,
sinto que tudo em mim mudou.
Os dias, estão sempre de partida
Só estou bem, onde não estou.

Preciso de sentir o teu amor
por mim, tu és também amado.
e quando me falta esse calor, 
sinto-me de coração esfriado.

Mudaste o meu jeito de ser e pensar
hoje dou mais valor aos sentimentos
Não sei se estou onde queria estar,
apenas sei que agora, vivo de momentos.

Preciso dos teus lábios a tocar
nos meus, com suavidade e doçura.
Só os teus carinhos podem alimentar
Este amor ou será que é... "loucura" ?

@M.Cabral

 

23.10.20

Tudo se pôde fazer, quer de política, futebol e outros. Agora apela-se ás famílias para não "festejarem" o Natal. Sendo que uma grande delas, só se reúnem nessa data. As palavras do "pedido" podem ser menos explicitas mas o sentido, está lá !!


Maroussia

revolta.jpg

Quem me dera, poder recuar no tempo
Voltar a uma Primavera florida e soalheira,
Sem ter de me lembrar a cada momento
Quando findará  esta terrível "canseira" .

Este cansaço sempre presente e constante
Em que vivo ou devo dizer... sobrevivo,
Está a ficar cada vez mais saturante
Pois por muito que tente, torneá-lo não consigo.

São dias e mais dias, vivendo de temores
As noites de insónia e insistente pesadelo,
Passam-me pela mente imagens de horrores
Que não me deixam esquecer todo este flagelo.

Tive de aprender a sorrir com o olhar
A respirar para dentro de mim mesma
O ar tornou-se pesado no seu pairar
Fazendo-me sentir como um "abantesma"

O Natal, ainda se sentia no nosso coração
Um novo ano tinha começado, cheio de esperança
As Famílias estavam em total "comunhão"
Sem avisar, surge algo invisível e rompe essa "aliança".

Outro Natal se aproxima, com famílias desmembradas
A causa está no "descuido" de um vírus "fabricado"
Milhares de pessoas estão como eu "aprisionadas"
Sem até à data ninguém ter sido responsabilizado.

Sinto-me roubada, ultrajada e até mesmo "violada"
Na minha liberdade de viver e também de sonhar
"Castraram-me" as condições de poder ser abraçada
Quem me dera, no tempo se pudesse... recuar !!

Nota pessoal: - Que esta "culpa" não morra solteira !! 

@M.Cabral 

23.09.20

Existem muitos amores assim, inconcebíveis, porque por alguma razão, não podem ser correspondidos...!!


Maroussia

mulher2.jpg

Hoje resolvi lhe declarar meu amor,
não importa se me receberá com flores ou dor.

Amor é um sentimento que não se pode conter,
o máximo que conseguimos é sem ele viver.

Também sei que não compartilha dos meus sentimentos,
mas isto não a vai tirar do meus pensamentos.

Sabes meu amor que quero tudo contigo,
mas também sei que me vê, apenas como um bom amigo.

Acordei neste dia já pensando em você,
é dificil aceitar nos falar e eu não poder te ver.

Beija-me, beija-me com seus lábios sensuais,
pois sei que assim fazendo, não me deixas mais.

Quero sentir na sua pele a maciez e o cheiro da flor,
e da sua boca, o sair de palavras de amor.

Querida diz que me ama e também que me quer,
e ao menos em meus pensamentos seja minha mulher.

Este sonho impossível vive a me atormentar,
sonhos de beijar seu corpo e nele ficar.

Vem meu amor matar estes desejos
que se aflora em meu peito só em pensar nos seus beijos.

Talvez seja amor ou quem sabe paixão,
que me leva neste sonho aos devaneios do coração.

Hoje eu "posso" meu coração lhe abrir,
mas entenderei, se quiser, das minhas palavras fugir...!!

(c) L.Carlos - Declarações de um homem apaixonado, para uma mulher,  impossível de se amar !

**Nota pessoal:  Foram feitas algumas alterações na ortografia original para um melhor entendimento na leitura.
®M.Cabral

14.09.20

Fique com alguém que te ame ! Utopias da nossa "existência", sentimentos não se "formatam" e nem tudo é assim tão linear... !!


Maroussia

Onde anda esse "alguém" ? 

Sempre foi a minha busca mas, descobri ao longo da minha existência, que apesar de todos os "caminhos" percorridos, esse "alguém" é pura utopia... e fica-se com outro "alguém", ao qual  nos acomodamos numa vivência a dois, com amor claro mas, construido numa continuidade de "momentos". Tudo na vida,  passa por uma contínua "construção". 

Renovamos a nossa vida e "geramos" uma família.  É essa  prioridade, que passa a ter importância. 

Nascem os filhos, os netos... a vida a passa rápidamente. Tudo o mais, "esfumou-se", numa busca que acabou por perder-se no Mundo dos Sonhos...!!

®M.Cabral

12.09.20

Ficção, verdade ou fantasia... o texto está impregnado de "sensibilidade", nas palavras que querem deixar transparecer "sentimentos"...!!


Maroussia

b25b8d.jpgimagem by net
"" Amor... verdade ou fantasia !

Beijaria os seus lábios
Do anoitecer ao sol raiar,
Se correspondido fosse
Nunca iria acabar.

Mas sabemos que nesta vida
O destino é cruel,
Separação é algo amargo
Como o sabor do fel.

As vezes não esperamos
O que vamos encontrar,
Quando tudo é por acaso
Por acaso vai se acabar.

Muitas vezes violento e forte
É o nascimento de um amor,
Mas se ele não é vivido
O que sobra é muita dor.

Trás sua boca para minha
Trás seu corpo para o meu,
Faz de conta que é verdade
Um amor que nunca se perdeu.

Dentro do meu pensamento
Talvez chegasse a existir,
Foi só minha a fantasia
De chegar e de... partir !

Texto by L.Carlos.Br  ""

Obrigada amigo pelo "ofertado" contributo !
®M.Cabral

14.08.20

Um magnifico texto de Paulo Coelho, que nos faz pensar, quais os valores mais importantes na Vida e quiçá para além da mesma. Um deles, sem dúvida, será sempre a... Amizade !!


Maroussia




"" Um homem, o seu cavalo e o seu cão, seguiam o seu caminho. Ao passar perto de uma grande árvore, caiu um raio e os três morreram fulminados.
O homem porém, não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo e prosseguiu com os seus dois animais. (Ás vezes há um certo tempo antes de se tomar consciência dessa nova condição).
O caminho era muito comprido e, pela colina acima, o sol estava muito abrasador. Os caminhantes já andavam muito suados e cheios de sede.
Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore que conduzia a uma praça pavimentada e com portais de ouro a circundá-la.
O caminhante dirigiu-se ao cavalheiro que guardava a entrada e travou com ele o seguinte diálogo.
Bons dias diz o caminhante - bons dias respondeu o guardião.
Como se chama este lugar tão bonito? - aqui é o Céu.
Que bom termos chegado ao Céu, estamos a morrer de sede.
Pode entrar e beber a água que quiser - disse o guardião, indicando a fonte.
Mas o meu cavalo e o cão também têm sede. - Sinto muito retorquiu o guardião, mas aqui não é permitida a entrada a animais.
O homem levantou-se com grande desgosto, visto que sentia muita sede mas não queria beber sozinho, deixando os seus animais.
Depois de caminhar bastante tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a outro sitio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra, ladeado de árvores.
À sombra de uma árvore estava deitado um homem com a cabeça tapada por um chapéu. Provavelmente dormia.
Bons dias, saudou o caminhante - o homem respondeu com um aceno.
Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e eu.
Está uma fonte ali mais à frente no meio de umas rochas - disse o homem, apontando na direcção do lugar. Podeis beber toda a água que quiserdes.
O caminhante, o cavalo e o cão, foram até à fonte e mataram a sede. Depois voltaram para trás para agradecer ao homem.
Podeis voltar sempre que quiserdes - respondeu este.
A propósito como se chama este lugar, perguntou o caminhante.
Céu! responde o homem.
O Céu ? mas o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu.
Ali não é o Céu, é o Inferno contradisse o homem do chapéu.
O caminhante ficou perplexo e disse:
Deviam de proibir que utilizem o vosso nome. Essa informação falsa, deve provocar grandes confusões, advertiu o caminhante.
De modo algum! - respondeu o guardião. - Fazem-nos até um grande favor, porque ficam lá retidos, todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.""


Nota pessoal _ Os amigos nunca se abandonam, sejam Humanos ou quaisquer outros Seres Viventes.

®M.Cabral

10.08.20

Uma narrativa por dia... !!


Maroussia

um-desenho-da-mão-de-uma-mãe-nova-com-seu-filho-desenho by net 
                                Narrativa do Dia -  " Uma Lição de Vida...!! "

Do portal da minha casa, avistei ainda ao longe, duas crianças. Uma delas talvez com os seus quinze anos, a outra de tenra idade.
À medida que se iam aproximando, apercebi-me que a mais crescidinha deu uma palmada na mais pequenina.

Como adoro crianças e achei um pouco imatura aquela palmada, dada talvez impulsivamente, dirigi-me à rapariga e disse-lhe em tom maternal, que não devia de bater assim no irmãozinho, pois que ainda era pequenino.

Educadamente, talvez por reconhecer que a minha intromissão não era de censura maldosa, mas mais de conselho e experiência, respondeu-me sorrindo. Este menino não é meu irmão, é sim meu filho e, pode crer que é aquilo que eu mais adoro na vida.

Um pouco apanhada de surpresa, pedi-lhe desculpa e ainda intrigada atrevi-me a perguntar-lhe quantos anos tinha. Disse-me com um ar de mulherzinha, já tenho dezassete anos, embora pareça ser mais nova.
Encetámos conversa, onde comentei que ela tinha sido mãe muito cedo e, por curiosidade perguntei que idade tinha o namorado.

O seu rosto de criança, feita mulher à pressa, entristeceu um pouco mas respondeu-me com veemência: não tenho namorado, este menino é só e apenas meu.
Perguntei então, antevendo a resposta, se o pai da criança não tinha meios económicos para compartilhar no seu sustento.
Neste entretanto, fiz-lhe um convite para um café que ela aceitou e começámos a conversar, como se fossemos amigas de longa data.
Talvez por carência afectiva ou necessidade de desabafar, relatou-me então a sua história.
Engravidou aos catorze anos de um homem casado que tão covardemente não quis assumir o acto que impunemente tinha feito, antes pelo contrário, tentou aliciá-la para que fizesse um aborto, mas ela criança (mulher), recusou com todas as forças de quem já se sentia mãe. A partir daquele momento nunca mais quis ver aquele monstro em formato de homem.
Recorreu-se dos pais, julgando encontrar neles a força e apoio, para os momentos duros que se anteviam.

Mas, nem aí a sorte lhe foi favorável, pois ao contrário do que ela pensava, aqueles pais tinham um cérebro onde imperava a estupidez e o desamor, e o desenlace deu-se, com a sua expulsão de casa.

Encontrou refúgio em casa de uma senhora idosa, sua amiga que, para além de a acolher ainda lhe arranjou emprego, pelo que dá graças a Deus por aquela amizade que, todavia se completa pela necessidade que têm uma da outra.

Nasceu o menino e foi uma felicidade para ambas e aquela criança tem o amor de duas pessoas maravilhosas, o da mãe e o da "vovó", que é assim que o menino chama a "velha" senhora.

Comovida, pois também sou mãe, disse-lhe que lamentava que uma pessoa  doce e tão jovem,  fosse assim precocemente infeliz.
De imediato me respondeu que, de infeliz não tinha nada, antes pelo contrário, pois tinha saúde, juventude, um tecto para morar, emprego e a maior razão de viver que era aquele filho que tanto amava. Tinha portanto a maior felicidade do Mundo.

Coloquei-me ao seu dispor, para sempre que precisasse de algo ou simplesmente de um ombro amigo e, seguimos os nossos caminhos.

Ao regressar a casa, pensava comigo mesma. Como há gente tão mesquinha, que se julga infeliz só porque não pode comprar um vestido novo ou o carro do ano.

Pobres patetas, os que não vêm que a verdadeira felicidade está, em nos contentarmos com as pequenas mas importantes, coisas da vida, tais como, um emprego, saúde, um tecto para morar, a amizade de alguém e sem dúvida o mais importante, um filho.

Ninharias... pensarão os que não compreendem o sentido desta lição de vida, que nos é dada por uma criança, feita mulher !!

autoria de__ M.Cabral_pt®

31.07.20

Uma narrativa por dia... !!


Maroussia

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"Narrativa do dia"  -  Diário de um Cão...!!

O meu nome é Farrusco, não entendo muito bem porquê, mas suponho que é por ser negrinho como o carvão.De qualquer modo, recordo que foi assim que comecei a dar-me por esse nome, pouco tempo depois de nascer e de me retirarem da minha mãe.Ambos de lágrimas nos olhos eu, porque não queria sair de junto dela, ela porque era simplesmente a minha mãe e eu o seu filho.
Com alguma relutância mas, porque os humanos é que mandam neste Mundo Cão, lá me levaram.Lembro-me que chorei várias noites, até pensar que já nada havia a fazer senão habituar-me à ideia e tentar adaptar-me à minha nova vida.
Recordo-me de começar a ouvir chamar Farrusco e pensar para comigo, devo ser eu e olhar um pouco desconfiado para quem me chamava e ao mesmo tempo me pegava ao colo.
No entanto para minha surpresa, era um rosto enrugado pelo tempo mas, bonito e simpático que me olhava com tanta ternura, que não me contive a agradecer-lhe, abanando o meu rabito, o que a fez sorrir e dizer:
"Olha João estás a ver como ele gosta de mim", ao que o tal João respondeu feliz também, eu bem te disse amor, o que ele tinha era saudades da mãe, mas em se habituando a nós, vais ver que não nos larga.
O tempo foi passando e eu crescia feliz mimado pelos donos que tanto adorava.
Uma certa noite, acordei com muita agitação naquela casa que por norma era bem pacata, levantei-me e fui até onde estavam os meus donos e, sem entender muito bem o que se passava, vi que o meu dono chorava debruçado sobre o peito da minha dona que dormia.
Para chamar a atenção, ladrei e pus as minhas patas dianteiras no joelho do meu dono, ele olhando com lágrimas nos olhos, disse-me apenas: meu amiguinho, morreu a nossa princesa.
Lembro de lhe lamber as lágrimas, pensando assim que ele pararia de chorar.
Neste entretanto, entraram umas pessoas desconhecidas no quarto e eu talvez por não querer "acordar" a minha dona, deitei-me muito quieto aos pés da sua cama, observando tudo muito atentamente, como querendo descobrir o que se estava a passar.
Depois tudo aconteceu muito rápido, "trataram" da minha dona, meteram-na dentro de uma grande caixa e deixaram-me sozinho a pensar para onde a levariam.

Passaram dois dias sem ver os meus donos, ate que pelo final da tarde do segundo dia, apareceu o meu dono sozinho.
Corri, saltei, abanei o rabito, até ladrei, mas daqueles olhos tristes só caíam lágrimas, impotente deitei-me a seus pés e ali ficámos os dois não sei por quanto tempo. Naquela casa já só se escutava o silêncio, não me faltava comida nem o carinho do meu dono, mas a tristeza dele era tão grande que me contagiava.
A dada altura, sou surpreendido por alguém que entrou lá em casa e passou a tarde a falar com o meu dono. De novo o meu dono voltou a chorar e perguntou a quem com ele falava, e o Farrusco?
Arrebitei as orelhas a conversa era sobre mim, e ouvi a resposta seca e a soar a falsa, "não se preocupe Ti João, que eu trato do Farrusco, mas agora temos de ir, porque esperam por si na Casa de Repouso".
O meu dono veio ao pé de mim e disse-me com lágrimas nos olhos, quando eu já chorava também (sim porque os animais também sentem), meu amigo, não te posso levar comigo, mas vais ficar bem, havemos de voltar a ver-nos, e coçando-me a cabeça, saiu cabisbaixo, sem olhar para trás.
Senti a porta fechar e ali fiquei à espera do que estaria para vir.
Passaram 5 dias, até que a tal pessoa que levou o meu dono, abriu a porta deu-me um pontapé no rabo e gritou:
- Vá palerma faz-te à vida - .
Nesse momento entendi tudo, entendi que o ser humano é cruel e desumano.

Hoje, já velho e cansado, ando pelas ruas, escorraçado por uns e outros, acarinhado pelos mais piedosos, recorrendo aos caixotes mas, sempre a recordar com saudade os meus adorados donos que tanto me deram sem pedir nada em troca.
Sofro muito mas, penso naqueles que nunca tiveram a felicidade de conhecer ninguém bondoso e humano como eu tive.
Lamento que o ser humano, não nos dê valor, porque nós somos leais, e muitas vezes damos a vida para salvar os humanos, ajudamos em buscas, em incêndios, em catástrofes, e tudo fazemos de boa vontade, por respeito.
Em troca só pedíamos que fossemos reciprocamente respeitados, porque os animais também têm sentimentos.

Este é o meu diário.

Estou a sentir-me muito cansado e entorpecido, pelo que vivi e já vi, está a chegar a minha hora e, o meu último pensamento, vai para o dia em que a minha dona me chamou Farrusco e feliz disse, que eu gostava dela… obrigado !!


®M.Cabral (autoria)
_ sob reserva_SPA

31.07.20

Textos, Contos, Histórias e tantos mais denominadores comuns existentes, neste meu humilde - conteúdo - literário, prefiro chamar-lhes narrativas, talvez por serem "reais"... !!


Maroussia

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Numa dinâmica mais pessoal, se assim lhe posso chamar,  na minha transcrição de textos,  vou denominá-la como:  ""Uma narrativa por dia"". Na sua grande maioria, salvo uma ou duas excepções, são "protagonizadas" por mim, logo são reais, e das quais sou autora (com os devidos direitos legais) !!

autoria de:  M.Cabral_pt®