Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Uma narrativa por dia... !!

Segunda-feira, 10.08.20

um-desenho-da-mão-de-uma-mãe-nova-com-seu-filho-desenho by net 
                Narrativa do Dia -  " Uma Lição de Vida...!! "

Do portal da minha casa, avistei ainda ao longe, duas crianças. Uma delas talvez com os seus quinze anos, a outra de tenra idade.
À medida que se iam aproximando, apercebi-me que a mais crescidinha deu uma palmada na mais pequenina.

Como adoro crianças e achei um pouco imatura aquela palmada, dada talvez impulsivamente, dirigi-me à rapariga e disse-lhe em tom maternal, que não devia de bater assim no irmãozinho, pois que ainda era pequenino.

Educadamente, talvez por reconhecer que a minha intromissão não era de censura maldosa, mas mais de conselho e experiência, respondeu-me sorrindo. Este menino não é meu irmão, é sim meu filho e, pode crer que é aquilo que eu mais adoro na vida.

Um pouco apanhada de surpresa, pedi-lhe desculpa e ainda intrigada atrevi-me a perguntar-lhe quantos anos tinha. Disse-me com um ar de mulherzinha, já tenho dezassete anos, embora pareça ser mais nova.
Encetámos conversa, onde comentei que ela tinha sido mãe muito cedo e, por curiosidade perguntei que idade tinha o namorado.

O seu rosto de criança, feita mulher à pressa, entristeceu um pouco mas respondeu-me com veemência: não tenho namorado, este menino é só e apenas meu.
Perguntei então, antevendo a resposta, se o pai da criança não tinha meios económicos para compartilhar no seu sustento.
Neste entretanto, fiz-lhe um convite para um café que ela aceitou e começámos a conversar, como se fossemos amigas de longa data.
Talvez por carência afectiva ou necessidade de desabafar, relatou-me então a sua história.
Engravidou aos catorze anos de um homem casado que tão covardemente não quis assumir o acto que impunemente tinha feito, antes pelo contrário, tentou aliciá-la para que fizesse um aborto, mas ela criança (mulher), recusou com todas as forças de quem já se sentia mãe. A partir daquele momento nunca mais quis ver aquele monstro em formato de homem.
Recorreu-se dos pais, julgando encontrar neles a força e apoio, para os momentos duros que se anteviam.

Mas, nem aí a sorte lhe foi favorável, pois ao contrário do que ela pensava, aqueles pais tinham um cérebro onde imperava a estupidez e o desamor, e o desenlace deu-se, com a sua expulsão de casa.

Encontrou refúgio em casa de uma senhora idosa, sua amiga que, para além de a acolher ainda lhe arranjou emprego, pelo que dá graças a Deus por aquela amizade que, todavia se completa pela necessidade que têm uma da outra.

Nasceu o menino e foi uma felicidade para ambas e aquela criança tem o amor de duas pessoas maravilhosas, o da mãe e o da "vovó", que é assim que o menino chama a "velha" senhora.

Comovida, pois também sou mãe, disse-lhe que lamentava que uma pessoa  doce e tão jovem,  fosse assim precocemente infeliz.
De imediato me respondeu que, de infeliz não tinha nada, antes pelo contrário, pois tinha saúde, juventude, um tecto para morar, emprego e a maior razão de viver que era aquele filho que tanto amava. Tinha portanto a maior felicidade do Mundo.

Coloquei-me ao seu dispor, para sempre que precisasse de algo ou simplesmente de um ombro amigo e, seguimos os nossos caminhos.

Ao regressar a casa, pensava comigo mesma. Como há gente tão mesquinha, que se julga infeliz só porque não pode comprar um vestido novo ou o carro do ano.

Pobres patetas, os que não vêm que a verdadeira felicidade está, em nos contentarmos com as pequenas mas importantes, coisas da vida, tais como, um emprego, saúde, um tecto para morar, a amizade de alguém e sem dúvida o mais importante, um filho.

Ninharias... pensarão os que não compreendem o sentido desta lição de vida, que nos é dada por uma criança, feita mulher !!

autoria de__ M.Cabral_pt®

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maroussia às 00:25

Relax...!!

Terça-feira, 04.08.20

Música que nos eleva a outros "patamares", onde a Paz e Serenidade toma posse de nós ... !!

®M.Cabral

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maroussia às 14:47

Uma narrativa por dia... !!

Sexta-feira, 31.07.20

21566431_Y3HBm.jpegnet retocada

"Narrativa do dia"  -  Diário de um Cão...!!

O meu nome é Farrusco, não entendo muito bem porquê, mas suponho que é por ser negrinho como o carvão.De qualquer modo, recordo que foi assim que comecei a dar-me por esse nome, pouco tempo depois de nascer e de me retirarem da minha mãe.Ambos de lágrimas nos olhos eu, porque não queria sair de junto dela, ela porque era simplesmente a minha mãe e eu o seu filho.
Com alguma relutância mas, porque os humanos é que mandam neste Mundo Cão, lá me levaram.Lembro-me que chorei várias noites, até pensar que já nada havia a fazer senão habituar-me à ideia e tentar adaptar-me à minha nova vida.
Recordo-me de começar a ouvir chamar Farrusco e pensar para comigo, devo ser eu e olhar um pouco desconfiado para quem me chamava e ao mesmo tempo me pegava ao colo.
No entanto para minha surpresa, era um rosto enrugado pelo tempo mas, bonito e simpático que me olhava com tanta ternura, que não me contive a agradecer-lhe, abanando o meu rabito, o que a fez sorrir e dizer:
"Olha João estás a ver como ele gosta de mim", ao que o tal João respondeu feliz também, eu bem te disse amor, o que ele tinha era saudades da mãe, mas em se habituando a nós, vais ver que não nos larga.
O tempo foi passando e eu crescia feliz mimado pelos donos que tanto adorava.
Uma certa noite, acordei com muita agitação naquela casa que por norma era bem pacata, levantei-me e fui até onde estavam os meus donos e, sem entender muito bem o que se passava, vi que o meu dono chorava debruçado sobre o peito da minha dona que dormia.
Para chamar a atenção, ladrei e pus as minhas patas dianteiras no joelho do meu dono, ele olhando com lágrimas nos olhos, disse-me apenas: meu amiguinho, morreu a nossa princesa.
Lembro de lhe lamber as lágrimas, pensando assim que ele pararia de chorar.
Neste entretanto, entraram umas pessoas desconhecidas no quarto e eu talvez por não querer "acordar" a minha dona, deitei-me muito quieto aos pés da sua cama, observando tudo muito atentamente, como querendo descobrir o que se estava a passar.
Depois tudo aconteceu muito rápido, "trataram" da minha dona, meteram-na dentro de uma grande caixa e deixaram-me sozinho a pensar para onde a levariam.

Passaram dois dias sem ver os meus donos, ate que pelo final da tarde do segundo dia, apareceu o meu dono sozinho.
Corri, saltei, abanei o rabito, até ladrei, mas daqueles olhos tristes só caíam lágrimas, impotente deitei-me a seus pés e ali ficámos os dois não sei por quanto tempo. Naquela casa já só se escutava o silêncio, não me faltava comida nem o carinho do meu dono, mas a tristeza dele era tão grande que me contagiava.
A dada altura, sou surpreendido por alguém que entrou lá em casa e passou a tarde a falar com o meu dono. De novo o meu dono voltou a chorar e perguntou a quem com ele falava, e o Farrusco?
Arrebitei as orelhas a conversa era sobre mim, e ouvi a resposta seca e a soar a falsa, "não se preocupe Ti João, que eu trato do Farrusco, mas agora temos de ir, porque esperam por si na Casa de Repouso".
O meu dono veio ao pé de mim e disse-me com lágrimas nos olhos, quando eu já chorava também (sim porque os animais também sentem), meu amigo, não te posso levar comigo, mas vais ficar bem, havemos de voltar a ver-nos, e coçando-me a cabeça, saiu cabisbaixo, sem olhar para trás.
Senti a porta fechar e ali fiquei à espera do que estaria para vir.
Passaram 5 dias, até que a tal pessoa que levou o meu dono, abriu a porta deu-me um pontapé no rabo e gritou:
- Vá palerma faz-te à vida - .
Nesse momento entendi tudo, entendi que o ser humano é cruel e desumano.

Hoje, já velho e cansado, ando pelas ruas, escorraçado por uns e outros, acarinhado pelos mais piedosos, recorrendo aos caixotes mas, sempre a recordar com saudade os meus adorados donos que tanto me deram sem pedir nada em troca.
Sofro muito mas, penso naqueles que nunca tiveram a felicidade de conhecer ninguém bondoso e humano como eu tive.
Lamento que o ser humano, não nos dê valor, porque nós somos leais, e muitas vezes damos a vida para salvar os humanos, ajudamos em buscas, em incêndios, em catástrofes, e tudo fazemos de boa vontade, por respeito.
Em troca só pedíamos que fossemos reciprocamente respeitados, porque os animais também têm sentimentos.

Este é o meu diário.

Estou a sentir-me muito cansado e entorpecido, pelo que vivi e já vi, está a chegar a minha hora e, o meu último pensamento, vai para o dia em que a minha dona me chamou Farrusco e feliz disse, que eu gostava dela… obrigado !!


®M.Cabral (autoria)
_ sob reserva_SPA

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maroussia às 21:02

Textos, Contos, Histórias e tantos mais denominadores comuns existentes, neste meu humilde - conteúdo - literário, prefiro chamar-lhes narrativas, talvez por serem "reais"... !!

Sexta-feira, 31.07.20

livros-sobre-marketing-digital-e-laptop.jpeg

Numa dinâmica mais pessoal, se assim lhe posso chamar,  na minha transcrição de textos,  vou denominá-la como:  ""Uma narrativa por dia"". Na sua grande maioria, salvo uma ou duas excepções, são "protagonizadas" por mim, logo são reais, e das quais sou autora (com os devidos direitos legais) !!

autoria de:  M.Cabral_pt®

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maroussia às 18:01





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Agosto 2020

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031



O Tempo não pára... !!